21
Fev 11

Pesquisadoras oferecem um breve passeio pela história dessa ciência, que estuda a estrutura e a transformação das substâncias. O artigo é o primeiro de uma série que a CH vai publicar durante o Ano Internacional da Química, comemorado em 2011.

Por: Nadja Paraense dos Santos e Teresa Cristina de Carvalho Piva

Publicado em 21/02/2011 | Atualizado em 21/02/2011

Quando a química entra em cena

Na imagem, produtos químicos em frascos iluminados com cores diferentes. A química, presente desde o início da civilização, é hoje um dos pilares do desenvolvimento econômico e tecnológico mundial. (foto: Joe Sullivan/ CC BY 2.0)

A palavra chemeia surgiu pela primeira vez por volta do século 4 e foi empregada por Olimpiodoro de Alexandria, o Velho (c.390-460). Etimologicamente, é possível detectar duas origens para o termo: uma egípcia, em que kimiya, que deriva de chemya, significa ‘negro’; e outra, oriunda do grego chymia (chimos), designando a arte relativa aos líquidos, aos extratos.

Nos dicionários, encontra-se geralmente a seguinte definição para o verbete química: “ciência que estuda a estrutura das substâncias, correlacionando-as com as propriedades macroscópicas, e se investigam as transformações destas substâncias”.

Mas, afinal, quando se fala de química, qual aspecto se deve destacar? O nível de organização da matéria? O resultado de uma transformação? O produto de uma reação? A fabricação de um objeto? Ou o princípio da criação da matéria em geral? Pode-se dizer que ‘tudo é química’.

Pode-se dizer que ‘tudo é química’

Em consequência da impossibilidade de uma delimitação clara do campo dedicado à química, sua história deve ser entendida no contexto mais amplo, o da história da ciência.

 

As origens

O desenvolvimento material da civilização, tanto no Oriente quanto no Ocidente, foi acompanhado do progresso de procedimentos de natureza química para a obtenção de substâncias ou para sua purificação.

Processos de destilação, de fermentação, de redução e de extração eram conhecidos pelas civilizações do norte da África, do Oriente Médio, da China e da Índia. Nessa época, não se percebia a química como objeto de investigação, como ocorreu com a física. Mas isso não impediu, todavia, a formação de respeitável corpo de conhecimentos práticos.

Certas atividades, como a fabricação de sabão por hidrólise de ácidos graxos, a fermentação de açúcares, a produção de corantes e pigmentos, bem como de cerâmicas e vidros, além de técnicas metalúrgicas, já eram conhecidas nas civilizações pré-históricas. A química nessas atividades, porém, era considerada apenas um conhecimento essencialmente técnico.

 

Quatro elementos, duas forças

Os filósofos pré-socráticos, que viveram na Grécia entre os séculos 7 e 5 a. C., foram os primeiros pensadores a fazerem especulações sobre a origem e a natureza da matéria, percebendo sua transformação e sua relação com o divino.

Uma das contribuições da ciência grega à química é o conceito de elemento. Filósofos, como Tales de Mileto (624-544 a.C.), Anaxímenes (585-525 a.C.) e Heráclito (540-480 a.C.), admitiam um princípio primordial único, enquanto Anaximandro (610-546 a.C.) concebia infinitos princípios.

Mas o conceito de elemento que teve maior significado foi o proposto por Anaxágoras (500-428 a.C.) e Empédocles (490-430 a.C.). Eles consentiram não só um número limitado de ‘raízes’, mas também que todos os objetos e os seres seriam compostos por diferentes proporções de terra, água, ar e fogo, unidos e separados por duas forças: amor e ódio (figura 1).

Aristóteles (384-322 a.C.) adotou a teoria dos quatro elementos como modelo para sua explicação da natureza, incluindo um quinto, a ‘quintessência’, o éter, que permeava a matéria. Ele se tornou um dos mais influentes filósofos gregos, e seus conceitos dominaram a filosofia natural por quase dois milênios após sua morte.

Os quatro elementos
Filósofos da Antiguidade defendiam que todos os objetos e os seres seriam compostos por diferentes proporções de terra, água, ar e fogo, unidos e separados por duas forças: amor e ódio. (foto: Lars Lentz, MarcusObal, Jorgebarrios e Omniii/ CC BY-AS 3.0)

Para Aristóteles, há quatro qualidades da natureza: o calor, a umidade, o frio e a secura. Cada elemento (ou matéria primordial) é caracterizado por duas qualidades. Para exemplificar a teoria, vamos pensar como Aristóteles: o fogo teria as qualidades de ser quente e seco; já a água era qualificada como fria e úmida.

Como todos os materiais eram constituídos por esses quatro elementos em proporções variáveis – a conversão de um elemento em outro se daria pela substituição de uma qualidade por sua oposta –, era possível transformar uma substância em outra.

Nesse raciocínio, residiu a base teórica para a transmutação tentada pelos alquimistas – assim, o chumbo poderia ser transmutado em ouro.

Muitos séculos se passaram até se poder escrever a fórmula química da água como H2O!

 

Você leu apenas o início do artigo publicado na CH 278. Clique no ícone a seguir para baixar a versão integral. PDF aberto (gif)

Nadja Paraense dos Santos
Teresa Cristina de Carvalho Piva
Programa de Pós-graduação em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia, Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Fonte:ciÇencia hoje

publicado por profdbio às 16:59
21
Fev 11


 

A Universidade de São Paulo (USP) demitiu um professor de farmácia do campus Ribeirão Preto investigado por plágio em uma pesquisa científica. A decisão foi publicada no Diário Oficial de São Paulo deste sábado (19) e passa a valer na segunda-feira (21). A instituição cassou ainda o título de doutorado de uma pesquisadora investigada no mesmo caso.

De acordo com reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” publicada neste domingo (20), a decisão do reitor da USP, João Grandino Rodas, foi tomada após recomendação de duas comissões internas. Ainda de acordo com a reportagem, o  professor Andreimar Martins Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, e a pesquisadora Carolina Dalaqua Sant’Ana podem recorrer da decisão na USP e na Justiça.

Imagens A, B e C do artigo da USP são iguais às A, D e E do estudo da UFRJ (Foto: Reprodução)Imagens A, B e C do artigo da USP são iguais às
A, D e E do estudo da UFRJ (Foto: Reprodução)

Em novembro de 2009, um grupo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) enviou reclamação formal aos editores de duas revistas científicas internacionais e à pró-reitoria de pesquisa da USP apontando cópia de conteúdo cometida por pesquisadores da instituição paulista.

Os trabalhos em questão são das áreas de bioquímica e farmacologia. O estudo copiado avalia o emprego de substância tirada de uma planta típica da Amazônia para tratar leishmaniose e foi publicado em 2003. O artigo acusado de plágio trata da aplicação contra o vírus da dengue de uma substância obtida de jararaca e foi publicado em 2008. Segundo a denúncia da UFRJ, houve plágio de imagens e de trechos do trabalho.

Entre os 11 autores do artigo estava a ex-reitora da USP, Suely Vilela, bioquímica e professora titular, desde 1996, do Departamento de Análises Clínicas, Toxicológicas e Bromatológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, campus de Ribeirão Preto. A ex-reitora não foi punida no caso.

A equipe de reportagem tentou contato com o professor Soares, mas a mulher dele, que pediu para não ser identificada, disse que ele não se pronunciaria neste domingo. A repórter não conseguiu contato com a pesquisa Carolina. A assessoria de imprensa da USP e o reitor João Grandino Rodas não atenderam as ligações da repórter.

publicado por profdbio às 01:15
17
Fev 11

 

Os ómegas 3 são parte dos ácidos gordos essenciais ao nosso organismo e que este não sabe sintetizar. Encontram-se preferencialmente no peixe e já foram provados os seus benefícios, nomeadamente para o coração.

Novos avanços defendem que estes ácidos gordos são igualmente importantes para a esfera cerebral, com efeitos favoráveis sobre a depressão. Um estudo do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica (Inserm), em França, aplicado em ratos, demonstra que a carência de ómega 3 afecta negativamente o humor. O trabalho foi publicado na «Nature Neuroscience».

Já foi provado que regimes deficitários em ómega 3 influenciam no declínio cognitivo, das doenças cardiovasculares e de alguns tipos de cancro.

Foi neste contexto que os investigadores do Inserm quiseram perceber o impacto da carência experimental de ómega 3 a nível cerebral. O director de investigação do instituto, Olivier Manzoni, explica que os ratos foram submetidos a uma dieta pobre nesse ácido gordo durante a gestação e aleitamento dos animais.

Entretanto, os novos ratinhos mantiveram o regime até à idade adulta e antes de passarem sob diferentes testes – presença de um novo congénere, de um ambiente desconhecido e de um banho de água – para os cientistas poderem verificar os níveis de inibição dos animais. Os ratos com carência demonstraram serem mais ansiosos e menos exploradores.

O estudo demonstrou que um regime deficitário em ómega 3 pode influenciar o humor, mas o director do Inserm salienta que isso não significa que comer desalmadamente alimentos com este ácido gordo possa curar uma depressão ou evitá-la, mas que a sua carência, ou seja, um regime desequilibrado pode activar a doença.

Agora, os investigadores querem perceber o que acontece aos animais caso reencontrem uma alimentação equilibrada. Avisam que uma ementa semanal onde se inclua duas vezes peixe é uma das melhores armas alimentares ‘anti-depressão’.
publicado por profdbio às 10:25
16
Fev 11

A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel.

 

 

Uma pesquisa do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que o óleo essencial extraído da borra de café é uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel. Segundo o estudo, o biodiesel pode ser produzido em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas.

A elaboração do combustível a partir do resíduo foi testada pela professora de química Denise Moreira em escala laboratorial. De acordo com ela, “no Brasil, há um grande consumo de café, calculado em duas a três xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências”. A professora afirma que o óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara. A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.

O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas. “O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente”, conta Denise. “Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel”, diz à Agência USP. As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade.

A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel. “No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que irá gerar uma quantidade considerável de resíduos”, aponta a professora.

Energia

“Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial”, explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. “O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia”.

Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo. “Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas”, sugere.

Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no refrigerador para ser usada como fertilizante. “Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo”, alerta. “O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades”, afirma a professora.

Leia Mais em GLOBO RURAL.

publicado por profdbio às 23:11
14
Fev 11

Alta capacidade da espécie de desenvolver suas larvas em diferentes ambientes é reforçada pelos hábitos humanos

 

Ovos capazes de permanecer pelo período de vários meses grudados num depósito de bebedouro de água, geladeira ou mesmo numa tampa de garrafa para, no momento em que tiver oportunidade de receber água, evoluírem em um processo que pode durar até 60 dias para se tornarem insetos vetores do vírus da dengue.

Essas são algumas justificativas dadas por especialistas para explicar o fato de o mosquito Aedes aegypti, transformar-se num problema nacional de saúde pública capaz de mobilizar médicos entomólogos e sanitaristas, além de toda a rede de saúde.

Uma das características que distingue o Aedes de outras espécies de mosquitos é a capacidade de desenvolver suas larvas em grande variedade de ambientes naturais e artificiais, afirma a professora doutora Maria das Graças Vale Barbosa, médica entomologista da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM) e pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo ela, essas características do vetor da dengue precisam ser explicadas à toda a população porque no menor vasilhame possível há registro do encontro de larvas do mosquito.

Fatores
De acordo com a médica, a reintrodução do Aedes no Brasil levanta diversas questões de ordem sanitária que merecem atenção especial dos responsáveis pelo planejamento de ações de saúde pública, nas três esferas governamentais. “Fatores associados ao modo de organização das populações humanas têm papel decisivo no estabelecimento de criadouros de Aedes junto aos núcleos populacionais urbanos”, explica.

Um dado importante é que o mosquito tem o habitatdomiciliar e peridomiciliar e preferência por criadouros artificiais, tanto aqueles a céu aberto e preenchidos por água de chuvas, como aqueles utilizados para armazenar água para uso doméstico.

“Nesses criadouros pode haver proliferação de larvas e pupas de Aedes aegypti desde que a água armazenada seja translúcida, acumulada em recipientes situados em locais sombreados e, preferencialmente, de fundo ou paredes escuras”, observa Graça, citando achados de em água acumulada entre as folhas de bromélias, ocos de árvores, escavações em rocha e bambu, para citar alguns dos locais inusitados onde foram identificados criadouros.

Resitência
De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), embora as fêmeas do Aedes aegypti tenham preferência por depositar os ovos em recipientes com água limpa, elas também podem colocá-los em criadouros com água suja e parada.

Por isso, para combater a dengue é importante acabar com qualquer reservatório de água parada, seja ela limpa ou mesmo suja. Outro dado importante é que não basta apenas o simples ato de secar os reservatórios de água parada para impedir o mosquito da dengue de se reproduzir.

É preciso limpar o local também, pois o ovo ainda pode se manter “vivo” por mais de um ano sem água. Daí ser importante lavar semanalmente por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenar água, diz o MS. Medindo menos de um centímetro, o Aedes aegypti tem cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.

Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Urbano, vive uma média de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos de cada vez e assim garantir a perpetuação da espécie.

FONTE:A CRÍTICA DIGITAL

publicado por profdbio às 02:39
14
Fev 11

 

Estatísticas  mostram que a população mundial deve ultrapassar sete bilhões de pessoas em 2011. Neste contexto a revista National Geographic apresenta uma série dividida em 7 partes em que mostra os desafios e soluções para os problemas que enfrentamos na Terra.  A revista  oferece uma ampla panorâmica das tendências demográficas que nos levou aos dias de hoje e como estas tendencias de crscimento populacional trará um impacto nos proximos anos as sociedades e ao meio ambiente.

Assistam ao maravilhoso vídeo do NATGEO neste endereço:http://www.youtube.com/watch?v=sc4HxPxNrZ0

publicado por profdbio às 01:19
10
Fev 11

 

Uma nova técnica com aplicação em fósseis ajuda a perceber como é que as serpentes deixaram de ter patas. A tecnologia utiliza raio-X para fazer a reconstrução dos fósseis em três dimensões foi especialmente desenvolvida para analisar amostras planas de tamanho grande. No entanto, é a primeira vez que é usada para estudar fósseis. O estudo vem publicado no «Journal of Vertebrate Paleontology».

O grupo internacional de investigadores, liderado por Alexandra Houssaye, investigadora do Museu Nacional d'Histoire Naturelle em Paris, França, conseguiu detectar uma segunda pata graças a este método. O membro, no fóssil de uma antiga serpente – a Eupodophis descouensi –, com 95 milhões de anos e encontrado há dez anos no Líbano, não era invisível à primeira vista.

A pata tem dois centímetros de longitude e esta unida à pélvis da serpente (que devia medir uns 50 centímetros ao todo). Para o estudo, usaram um potente raio-X, e a equipa incluiu ainda cientistas do Laboratório Europeu de Radiação Síncrotron (ESRF) em Grenoble, França, além do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha.

Até à data, foram encontradas muito poucas serpentes fossilizadas que conservem ossos e patas e, por isso, os paleontólogos consideram esta a chave para estudar estes exemplares.

Alexandra Houssaye, autora principal do estudo, sublinha que este estudo é importante para entender o grau de regressão dos membros, mas não pode ser determinado apenas pela pata visível, mas também por alguns pequenos ossos.

As imagens a 3D e a alta resolução revelam que a estrutura interna das patas é muito semelhante à dos actuais lagartos terrestres. Contudo, os dados obtidos serão combinados com outras investigações que estão a decorrer, no sentido de determinar as origens das serpentes no mar e na terra.
FONTE:BIOINTERATIVA/http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=47342&op=all
publicado por profdbio às 16:31
08
Fev 11

 

 

Em decorrência ao uso desenfreado de aparelhos eletrônicos na sala de aula, o Ministério Público Estadual de Roraima (MPE-RR), por meio das Promotorias da Educação e da Infância e Juventude, expediram na manhã desta terça-feira (8), recomendação às escolas públicas e privadas do Estado. Com a medida, os alunos não poderão fazer uso do celular no momento em que as aulas estiverem sendo ministradas.
A notificação recomenda que as unidades escolares do Estado adotem medidas administrativas para que celulares, MP3, MP4 e aparelhos eletrônicos do mesmo gênero permaneçam desligados durante a aula. A informação deve ser repassada à comunidade escolar destacando que a proibição abrange o horário de aula, ficando livre a utilização dos aparelhos no intervalo (recreio).
Se constatada pela direção da escola que, no período permitido, os aparelhos estejam sendo utilizados pelos alunos para situações perniciosas, o mesmo deverá ser desligado de imediato e os pais ou responsáveis serão chamados para tomarem ciência do fato. As secretárias de Educação do Estado e Município assim como representantes das escolas particulares têm 15 dias para adoção das providências previstas na notificação recomendatória.
A recomendação considera que a utilização indevida dos aparelhos eletrônicos por estudantes dentro da sala de aula prejudica o aprendizado da turma por ser uma distração para quem o utiliza e da mesma forma aos colegas. As escolas, em sua maioria, têm em seus regimentos internos a proibição desses objetos; no início de cada ano letivo, essa informação é repassada aos pais, mas a medida não é obedecida.
“Temos muitos problemas com a distração dos alunos durante as aulas. O celular tem sido um dos pontos negativos que a escola tem combatido”, disse a gestora de escola particular, Geane Monteiro. A maior dificuldade, segundo explicou, é a resistência dos pais em aceitar que os filhos não usem o aparelho na escola. “Os pais têm medo de sequestro, de crimes de pedofilia”, completou ao destacar que a recomendação do MPE-RR vai ajudar as escolas a tratar do assunto respaldado em lei.
Desde o ano passado, a Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência, Idoso e Direito à Educação (Pro-DIE), vem acompanhando, por meio de procedimento investigatório, o uso de aparelhos eletrônicos por alunos nas escolas. Diligências feitas por servidores do Ministério Público constataram as dificuldades encontradas por gestores das unidades escolares em decorrência do mal uso do celular durante a aula.
Troca de mensagens, inclusive “colas” em dias de provas, acesso a jogos, além da proliferação de vídeos reforçam a medida que restringe o uso do celular na escola.  “Tivemos registro de uso do aparelho para cometimento de crimes como a difusão de imagens pornográficas, algumas feitas por alunos menores de idade”, observou o promotor de Justiça da Infância e Juventude, Márcio Rosa.
FONTE:FOLHA DE BOA VISTA / http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=103059
publicado por profdbio às 23:03
08
Fev 11

Biologia é a Ciência que estuda os seres vivos, e não as Ciência da vida, como alguns temam em definir este maravilhoso campo de saber. Vejamos porque:

 

Ao dizermos o segundo conceito estaremos obrigados a definir o que é vida. Sabemos que esta tarefa é bastante complexa e qualquer explicação por mais completa que parecesse ficaria ainda muito impregnada nos campos poético ou metafísico. "O QUE É VIDA?" É muito difícil definir em termos científicos. Ilustramos abaixo este fato, através de  um poema retirado da web no site: http://www.atibaiamania.com.br/artigos/cuie/vidaemorte.htm, em que o autor, descreve o momento do nascimento, colocando-o muito parecido com o momento da morte.

 

 

 

Vida e Morte

Rápido como um raio,

forte e arrebatador,

roubando-me o chão,

o espectro da morte chegou,

e, a um só tempo, disseminou

trevas, desconforto, suor, fogo e gelo,

empurrando-me ao limiar da eternidade,

entre o desejo de permanecer e a

impotência da recusa.

 

O calor abrasador

toma conta do rosto escuro,

e o corpo combalido

luta contra as trevas e o esmorecimento.

Os olhos da mulher amiga, assustados, revelam

a gravidade e a dor pela indesejada inércia...

Seu lindo rosto, agora pálido,

impulsiona-me a lutar...

 

Em fração de segundos

desaparece o calor e o frio toma conta

do rosto lívido.

Tristes e desconsolados

os olhos da mulher, sofrendo,

continuam a evidenciar

a hora derradeira...

 

Triste pela despedida, ainda me questiono:

Qual medo é maior?

Morrer ou Nascer novamente?

José de Anchieta Loriano

(e-mail: anchietaloriano@uol.com.br)

 

 

publicado por profdbio às 09:43
08
Fev 11

 

Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?
Segundo o dicionário: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.
Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”
Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.
A sociedade moderna está consumindo cada vez mais e mais recursos naturais e ao mesmo tempo polui em níveis alarmantes o meio ambiente. Estamos vivendo o limiar de uma história de gastança e desperdício, estando muito próximos de um colapso ambiental com todas as suas conseqüências para todos nós e para as gerações futuras.
O Homem do século XXI, em um aspecto biológico, está se tornando mais consciente de que o Planeta necessita respirar. Atualmente está tomando atitudes viáveis para um desenvolvimento contínuo e “limpo”. Está criando projetos empresariais e sociais que atendam os parâmetros de sustentabilidade. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos.
As crianças são nossa maior esperança de mudar este mundo imperfeito – que a nossa e as gerações anteriores criaram. É a razão para acreditarmos que vale a pena lutarmos contra a apatia e o descaso das pessoas em geral, políticos, empresários, religiosos, trabalhadores, enfim, todos que ficam no discurso vago e não assumem seu papel neste momento importante de transformação
Concluindo, de uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações.

 

Por:

Camila Zanella

Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI

Itajaí – SC

 

EXTRAÍDO DE :http://netobio.wordpress.com/2009/03/26/o-homem-biologico-do-seculo-xxi/

publicado por profdbio às 09:37
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